Após uma longa trajetória o Xbox está se dirigindo a se encontrar-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo que é empresa num só rebanho de condenados, porque tudo que vira artigo no Balada, falha.
Nas últimas semanas a Microsoft anunciou uma série de cortes profundos no Xbox, cortando pessoal em vários dos estúdios que ela comprou nos últimos anos (e que falamos que era um grande erro na época), totalizando por volta de 4.800 demissões.
Os cortes incluem profundas demissões em estúdios como Bethesda, id Software, Obsidian, Arkane Lyon, Compulsion Games, Double Fine, Ninja Theory, Undead Labs, entre outras. Alguns desses estúdios já estão se encaminhando para serem fechados ou estão tentando ser vendidos para outras empresas para manter as portas abertas.
Tudo isso aconteceu após a entrada de uma nova CEO no Xbox chamada Asha Sharma em fevereiro de 2026, substituindo Phil Spencer que meio que foi aposentado à força. Há rumores que ela é a executiva do "Vai ou Rasha" que precisa tornar o Xbox lucrativo para ele continuar existindo ou que a função dela é realmente de ser a banda do Titanic em uma canção de despedida para toda a divisão.
Porém eu não resolvi fazer um artigo apenas para falar o óbvio que "demissões são ruins", mas para alertar que o Xbox entrou em uma zona de perigo que eu nunca imaginei que poderia entrar: O Xbox vai falir... Sério!
O sinal que ergueu a bandeira laranja vem do livro "A Solução do Inovador" (The Innovator's Solution) de Clatyon M. Christensen, sequência de "O Dilema do Inovador" (The Innovator's Dilemma). Precisamente quando Dinheiro Bom vira Dinheiro Ruim a partir da página 235 do Capítulo 9. Apesar dos termos iguais, isso não tem nada a ver com a Lei de Gresham, só avisando para não confundir.
Curiosamente quando Dinheiro Bom vira Dinheiro Ruim entramos na "Espiral da Morte" do crescimento inadequado. Lembram-se da Espiral da Morte? Comentei sobre ela quando mencionei o quanto ela poderia custar à Nintendo ao ponto de levá-la à falência e agora, quem diria, estamos falando o quanto ela pode custar ao Xbox e levá-lo ao mesmo destino.
Recentemente o dinheiro do Xbox acabou de virar Dinheiro Ruim. Tecnicamente já era desde o início, mas quando houve a chance de virar, ela deu um 360° e não saiu do lugar. Quando você tem uma empresa no início, para ter certeza de que tem um sucesso, o Dinheiro Bom é impaciente pelo lucro e paciente por crescimento, pressionando a empresa a ser rentável. Desde o início esse nunca foi o objetivo do Xbox.
A estratégia da Microsoft, com certos traços monopolistas, sempre foi de investir muito no mercado, conquistar uma boa posição e lucrar com dominância no futuro. Por isso ela sempre foi impaciente com o crescimento do Xbox, fazê-lo ganhar espaço no mercado, mas muito paciente para que ele desse lucro, algo que era difícil de alcançar com subsídios na veda dos consoles, investimento na compra de estúdios, garantia estendida pelas 3 luzes da morte, etc.
Seguindo esta estratégia o investimento da Microsoft é quase um "Dinheiro Bom". É difícil dizer que o dinheiro durante este período era de fato "Bom" no sentido mais literal da palavra, já que não estava realmente fazendo nada positivo, estava até deixando o Xbox passivo já que ele sempre podia pedir mais dinheiro para a mamãe.
Porém, após tantos anos a paciência da Microsoft parece ter acabado e agora o investimento da empresa no Xbox se tornou de fato Dinheiro Ruim. A empresa está subitamente impaciente por lucro e impaciente por crescimento, de uma divisão que nunca precisou apresentar isso desde o início. Essa pressão é capaz de guiar a empresa por uma série de decisões ruins: uma Espiral da Morte.
As demissões no Xbox cortaram custos imediatos, porém destruíram um valor imenso que era o talento dos próprios times que trabalhavam para a empresa. Justamente as pessoas que fariam jogos que trariam lucro e crescimento para a companhia.
Os estúdios que sobraram foram então redirecionados para trabalharem apenas em suas franquias de maior valor. Ninja Theory fará Senua, Bethesda e Obsidian trabalhando em Elder Scrolls 6, Fallout 5, remasters de Fallout 3 e Fallout: New Vegas, um novo Fallout da Obsidian, pode apostar que veremos mais Halo, mais Forza, mais Gears.
É como se em uma crise a Nintendo se focasse em só lançar suas maiores franquias: Mario e Zelda. Isso acontece pois como o Dinheiro Ruim está impaciente, os únicos projetos que são aprovados são os que prometem o maior retorno. Sem perceber que estão fazendo muitas viagens ao poço, sem perceber que estão saturando seu próprio mercado e decepcionando consumidores que querem outras franquias ou variedade.
Aqui entra o Passo 1 da Espiral da Morte: Sucesso. Inicialmente as decisões tomadas por Asha Sharma podem trazer um aparente sucesso e se o Xbox está fazendo sucesso, ele vai crescer, não é mesmo? Então chegamos ao Passo 2, o Hiato de Crescimento (Growth Gap), quando o negócio não cresce como era o esperado.
Passo 3, Dinheiro Bom fica impaciente, e a Microsoft já está impaciente. Eles querem resultados e talvez por isso eles aceitem uma ideia de que o que está faltando para ganharem dinheiro é investirem mais, afinal é preciso gastar dinheiro para ganhar dinheiro. Esse é o Passo 4, Executivos toleram perdas temporárias. Por fim o Passo 5, Prejuízos se acumulam, pois as decisões tomadas foram péssimas.
Os passos 4 e 5 ficam sendo repetidos, cada vez afundando mais a empresa porque não tem como sair desse ciclo. Porém, a Microsoft já mostrou que está impaciente e talvez venda toda a divisão do Xbox ou a torne uma divisão independente. Vale mencionar que toda essa pressão de investimento é interna, a divisão do Xbox não tem ações na bolsa com investidores impacientes, apenas a Microsoft tem ações.
Caso o Xbox se torne independente e ganhe investidores com Dinheiro Bom e paciente, a divisão poderia respirar por mais tempo, porém a quantidade de valor que foi destruído pelas demissões pode fazer com que ela não consiga se recuperar independente do nível de paciência de seu dinheiro.
Perguntas da galera
Quais são os problemas do Xbox? No momento, problemas demais. Péssima posição no mercado, baixo valor percebido da marca, consoles caros demais devido às tarifas (eles nem têm culpa disso), jogos que não empolgam, Xbox Game Pass segue desafiando a rentabilidade, falta de exclusivos, cancelamentos e mais.
O que está acontecendo com o Xbox? Puro e simples desespero. O Xbox está tentando de todas as formas se manter relevante depois de campanhas desastrosas como "Isso é um Xbox" que tornaram o console totalmente indesejável. Além de toda a impaciência para se tornar rentável subitamente.
Porque a EB Games fechou o Xbox? A loja EB Games do Canadá e várias outras como a Costco nos EUA, simplesmente desistiram de vender o Xbox. O console não tem demanda e não move jogos, sendo difícil convencer lojas a mantê-lo em estoque.
Porque o Xbox está em crise? A plataforma sofreu de uma série de decisões ruins ao longo dos anos. Após conquistar uma boa fatia do mercado com o Xbox 360, a marca jogou tudo fora com o Xbox One e desde então está desesperada procurando uma forma de se salvar.
Mestres do Universo é a mais nova adaptação com atores reais do desenho animado dos anos 80, conhecido pelo personagem He-Man e seus amigos, como Mentor, Teela, Pacato, entre outros. A marca que começou como brinquedos da Mattel teve várias versões, inclusive uma outra versão com atores em 1987, incluindo Dolph Lundgren como He-Man.
A nova versão é uma comédia de ação dirigida por Travis Knight (de Bumblebee e ParaNorman) com o ator Nicholas Galitzine em destaque como Príncipe Adam e o herói He-Man, o homem mais poderoso do universo. A seguir acompanhe nossa review sem spoilers do novo filme, já disponível para assistir no Amazon Prime Video.
A história do filme toma um caminho familiar como em Sonic the Hedgehog, no qual o personagem principal vem parar na Terra. Após um ataque ao reino de Eternia, o Príncipe Adam, interpretado por Nicholas Galitzine de "Continência ao Amor" e "Vermelho, Branco e Sangue Azul", foge para nosso mundo, mas perde a Espada do Poder que poderia levá-lo de volta, deixando Adam preso no mundo real por anos lidando com emprego e procurando sua espada online.
Ao conseguir reencontrá-la, ele começa a ser perseguido por vilões e com a ajuda de Teela, personagem da atriz Camila Mendes de séries como "Riverdale", consegue retornar para Eternia. Lá ele encontra Mentor, interpretado por Idris Elba do segundo "Esquadrão Suicida" e "Thor", além de outros aliados. O vilão por sua vez segue sendo o mesmo do desenho animado, o feiticeiro Esqueleto, vivido aqui por Jared Leto, do primeiro "Esquadrão Suicida" e "Morbius", apesar de pouco reconhecível.
Eu assisti a versão em inglês legendada, então não poderei comentar sobre a dublagem brasileira do filme especificamente.
Vale a pena ver Mestres do Universo?
Particularmente, achei o filme um pouco chato por uma série de fatores. Conheço também muitas pessoas que o acharam divertido. Vou explicar um pouco e você pode ver em que categoria cai. Começando pelo fato de que é uma comédia de ação. O filme tem toda uma atmosfera como um filme da Marvel de segundo escalão estilo Homem Formiga em que parece que nada é realmente sério.
Se você acha que He-Man não pode ser sério pois o desenho era "bobo" e por isso o filme deve ser uma galhofa que satiriza o que o desenho era, acredito que achará o filme divertido. É como no primeiro filme dos X-Men: "O que você esperava? Collant amarelo?", uma afirmação de que aquilo que gostamos, não serve para o cinema.
Eu acho que He-Man deveria ser sério, afinal é um derivado de Conan. Acho que todos que gostam de He-Man vibraram com o primeiro trailer de "Mestres do Universo: Revelação" da Netflix que é puramente He-Man sendo He-Man, antes do Kevin Smith nos passar a perna com uma história praticamente sem He-Man. Esse trailer me faz acreditar que eles sabem o que queremos ver, eles apenas não querem nos dar, como aquelas propagandas enganosas de jogos mobile.
Há uma subtrama em que Adam está tentando ganhar a confiança de seu pai desde criança, tentando ser um homem mais másculo, quando na verdade é um pouco frágil e tenta resolver conflitos sem ser por meio de confronto direto. O final toca neste assunto e acho que entrega uma das poucas coisas positivas da história, que é o fato que He-Man não era apenas sobre força, mas também sobre fazer o certo.
O filme é um pouco longo demais com 2h20 de duração e leva pelo menos 1 hora para vermos He-Man pela primeira vez, a versão transformada de Príncipe Adam, o qual não tem identidade secreta nessa versão e se transforma na frente de todo mundo o tempo todo, menos no final. Várias partes do filme se arrastam e há personagens que têm tempo de tela, mas nada a dizer e nem história própria.
As cenas de ação acabam não sendo muito boas. Falta mais força para He-Man realmente mostrar a que veio e ao invés disso ele se embanana todo. Os outros "Mestres do Universo" acabam sendo desperdiçados com personagens como Aríete, Fisto, Mekaneck, fazendo quase nada além de aumentar o tempo de duração do filme. Pacato quase não aparece e o mago Gorpo está ausente na história.
Eu não gostei da maioria das escolhas do elenco. Nicholas Galitzine não combina com He-Man por ser muito franzino, parecendo um cosplay mal feito do personagem sem os músculos para encher a fantasia. Camila Mendes como Teela fica muito apagada e o carisma de Idris Elba não salva um Mentor mal escrito que se volta para o derrotismo e bebedeira após perder uma luta importante em sua vida, uma versão irreconhecível do personagem.
Ouvi coisas boas sobre o esqueleto de Jared Leto, mas eu não vejo o que outros veem. Não consigo ver o ator no personagem, mais parece um personagem genérico sem nada por trás, às vezes parecendo um vilão de desenho animado, destoando do resto do filme. Esqueleto ri e tenta ser engraçado em momentos que deveria tentar ser sério.
Maligna, interpretada por Alison Brie (de "Bela Vingança"), também é uma personagem apagada. Curiosamente, os vilões Homem-Fera e Mandíbula estão muito bem representados. O He-Man original da versão de 1987, o ator Dolph Lundgren, aparece fazendo uma pontinha no início do filme e é realmente legal que tenham separado um espaço para ele.
Eu gostei da escolha da trilha sonora com músicas clássicas dos anos 80, mas achei o posicionamento delas no filme um pouco estranho, um pouco dissonante com as cenas que estavam acompanhando.
Concluindo, o filme do He-Man não me divertiu nem um pouco. Foi do início ao fim um festival de decisões ruins com as quais eu não concordava. Achei legal quando vi o Homem-Fera e Mandíbula tão bem representados, mas não há grandes lutas com eles. Sinto que em nenhum momento além do final de fato vi He-Man no filme, parecendo apenas Adam com outra roupa.
Quando crianças brincavam com bonecos do He-Man, elas encenavam batalhas épicas com feitos grandiosos, não momentos cômicos porque era engraçado um boneco musculo de tanguinha peluda. Faltou um pouco mais de carinho pelo personagem no filme para criar algo que realmente enaltecesse seu legado ao invés de zombar dele.
Quando vai lançar o filme Mestre dos Universos? O filme foi lançado nos cinemas em 4 de junho, mas aparentemente não fez muito sucesso, pois em 22 de julho já entrou direto para o streaming, sem nem um período de aluguel.
Onde assistir Mestres do Universo filme? Atualmente o filme está disponível na Amazon Prime Video. Ao assinar o serviço você também pode resgatar alguns jogos grátis no Amazon Luna, o antigo Prime Gaming, inclusive títulos no GOG.
Quem são os Mestres do Universo? He-Man e todos os seus aliados são considerados os "Mestres do Universo" porque Eternia é um planeta no centro do universo que mantém o equilíbrio em tudo. Às vezes por ter um estilo mais medieval passa despercebido que há um elemento espacial na história.
Vai ter 3a temporada de Mestres do Universo? Depende de qual série. He-Man e os Mestres do Universo da Netflix, a versão em 3D, já teve terceira temporada. Já o Mestres do Universo Revelação e Revolução da Netflix parece ter encerrado na segunda temporada e não tem indícios de uma terceira.
Filmes parecidos com Mestres do Universo Acredito que uma comédia de ação que teve mais sucesso do que Mestres do Universo em respeitar o material original foi Dungeons & Dragons: Honra entre Rebeldes, o qual é um pouco galhofa, mas qualquer jogador de RPG se identificará.
Um dos novos filmes de terror baseados em um fenômeno da internet, Backrooms: Um Não-Lugar, subtítulo específico do Brasil, é uma obra da produtora A24 e o filme de estreia do diretor Kane Parsons, talvez o diretor mais jovem a já ter trabalhado em uma obra para cinema. Confira a seguir uma review sem spoilers do filme.
Para quem nunca ouviu falar, "Backrooms" é um tipo de "creepypasta", histórias de terror da internet um tanto sem dono, passadas por fóruns e outros meios. Elas contavam sobre este estranho labirinto de salas amarelas que de certa forma existiam fora do mundo e que pessoas podiam acabar caindo nelas acidentalmente.
Kane Parsons pegou essa ideia e criou alguns vídeos sobre o assunto, criando sua própria mitologia, o que o fez ser chamado pela A24 para dirigir o filme. A versão dos cinemas ainda tem o labirinto de salas misterioso como foco, mas adiciona alguns novos elementos e explicações curiosas. Além de uma organização que as investiga, o Async Research Institute, apesar de ter um papel pequeno no filme.
A história segue inicialmente o personagem Clark, interpretado por Chiwetel Ejiofor, de filmes como "12 Anos de Escravidão" e "O Menino que Descobriu o Vento". Ele é um homem divorciado fazendo terapia e tentando sobreviver com uma loja de móveis em crise, dormindo no próprio estabelecimento. Ele também se veste de pirata para gravar comerciais meio humilhantes para TV. Me lembra o antigo meme do Flea Market, que talvez tenha sido a inspiração.
A terapeuta se chama Mary e é interpretada por Renate Reinsve, de "A Pior Pessoa do Mundo" e "Valor Sentimental", ganhando bastante destaque ao longo da história. Há também alguns coadjuvantes como Finn Bennett no papel de Bobby e Lukita Maxwell como Kat, que ajudam Clark a explorar, além do ator Mark Duplass que interpreta um dos responsáveis da Async. Há também a jovem atriz Ember Ambrose que interpreta Mary quando criança e Robert Bobroczkyi em um papel monstruoso.
Vale a pena assistir Backrooms: Um Não-Lugar?
O filme é intrigante e te prende o tempo todo no mistério, é o tipo de filme que instiga constantemente e isso realmente funciona muito. Mesmo quando há outras cenas não tão interessantes acontecem fora dos Backrooms, tudo aponta de volta para o local ou oferece apenas um respiro antes de mergulhar sua cabeça debaixo d'água de novo.
Apesar de haver alguns momentos de terror, eu diria que ele é mais suspense. Há algum tipo de mal desconhecido vagando por aí e o próprio local parece ser encarado como um inimigo, algo que é meio raro nos filmes de terror: o ambiente como oponente. Boa parte do filme tem o estilo "Found Footage" em que vemos a ação por uma câmera caseira estilo VHS e isso proporciona bons momentos.
É perceptível que se trata de um diretor mais jovem pois há muitas cenas interessantes e ousadas, mas há também uma mudança na narrativa ambiciosa que não funciona tão bem. Como se no terceiro ato do filme ele subitamente mudasse de protagonista e quisesse que o espectador se identificasse e torcesse por um outro personagem que não teve tempo de se fixar o bastante na história.
Como tantos filmes de terror, Backrooms funciona melhor quando implanta uma ideia na sua imaginação e a deixa correr solta. Ao final do filme quando recebemos uma tentativa de explicação e revelação do monstro, há também um certo impacto, porém nada tão interessante quanto o que poderia estar na sua cabeça. O final parece preparar uma sequência e acaba oferecendo poucas respostas e satisfação.
Apesar da conclusão mais morna, não deixaria de recomendar Backrooms, pois foi um filme bastante divertido e que me entreteve do início ao fim. Muito recomendado para ver com amigos, inclusive os que têm medo demais de filmes de terror para ver algo mais pesado.
Nota: 7,5/10
Perguntas da galera
Onde assistir Backrooms o filme? No momento ele está disponível para aluguel no Prime Video, Google Play, YouTube e Vivo Play. Não se sabe quando ou onde o filme chegará ao streaming, é provável que entre setembro e outubro, talvez na HBO Max.
Qual o sentido do filme Backrooms? Cada pessoa pode interpretar o filme de um jeito. Eu sinto que é sobre se fechar, como exemplificado pela agorafobia. Se aprofundar nas Backrooms, achando-as mais interessantes que o mundo real, é como afundar em depressão, deixando o mundo real para trás.
O que é Backrooms: Um Não-Lugar? Com este nome específico, trata-se do filme da A24, que lá fora foi lançado apenas como "Backrooms", tornando mais difícil diferenciá-lo da própria história creepypasta e de outros produtos que se baseiam na mesma história.
O que é a teoria dos Backrooms? Na internet, as Backrooms seriam como os "bastidores" do mundo, um lugar que existe por trás do que conhecemos, onde coisas perdidas vão parar e que pessoas poderiam acabar caindo nelas por acidente e se perder para sempre.
Filmes parecidos com Backrooms: Um Não-Lugar Uma recomendação que tenho para quem tiver curtido Backrooms e quiser mais "terror" de espaços liminares é o filme Exit 8, na Claro TV, Apple TV e Prime Video, baseado no jogo de mesmo nome.
Fala pessoal, beleza? Pensei em agitar por aqui com uma materiazinha de lançamentos mensais, me digam se gostaram da ideia depois e podemos conversar nos comentários sobre os que curtirem.
O mês de julho de 2026 vem abarrotado de jogos (mas ainda menos que setembro) com muitos jogos legais como Assassin's Creed Black Flag Resynced e Halo: Campaign Evolved, apesar de que, na prática, são remakes.
Tem monstro de bolso pra caramba com Digimon e Palworld enquanto no Nintendo Switch vão tentar um Splatoon que não é multiplayer e eu não achei lá uma boa ideia.
Há também alguns ótimos jogos malucos como Denshattack! e Truck-kun is Supporting Me from Another World?! que cumprem a cota de estranheza para o mês, onde se encaixa também Rhythm Heaven Groove.
Confira a seguir alguns dos melhores lançamentos de games Julho 2026. Novos títulos serão adicionados com cores em destaque na lista.
DOOM: The Dark Ages - Revelations DLC (PS5, XBSX/S, PC) - 7 de julho
Assassin's Creed Black Flag Resynced (PS5, XBSX/S, PC) - 9 de julho
Digimon Story: Time Stranger (SW2, SW) - 10 de julho
Palworld (PS5, XBSX/S, XB, PC) - 10 de julho
Denshattack! (PS5, XBSX/S, SW2, PC) - 15 de julho
Culdcept Begins (SW2, SW) - 16 de julho
Avatar Legends: The Fighting Game (PS5, XBX/S, SW2, SW, PC) - 23 de julho
Splatoon Raiders (SW2) - 23 de julho
Final Fantasy X/X-2 HD Remaster (SW2) - 23 de julho
Forever Skies (XBSX/S) - 27 de julho
Halo: Campaign Evolved (PS5, XBX, PC) - 28 de julho
Truck-kun is Supporting Me from Another World?! (XBSX/S, PC) - 29 de julho
Blue Reflection Quartet (PS5, SW2, SW, PC) - 30 de julho
Rhythm Heaven Groove
SW - 2 de julho
Eu nunca fui particularmente fã da série Rhythm Heaven Groove apesar de gostar de jogos malucos da Nintendo como Wario Ware, com o qual ele tem alguma semelhança. Um dos motivos é que eu acho ele menos claro e não tenho tanto ritmo, sofrendo em jogos como Patapon (inclusive Ratatan sairia esse mês, mas foi adiado).
Em Rhythm Heaven Groove e outros títulos da série você tem minigames rítmicos intuitivos nos quais várias coisas aleatórias começam a acontecer e dão a deixa para você participar. Por exemplo, se houver 4 crianças pulando amarelinha, você provavelmente é a quarta e as outras 3 irão pular em um certo ritmo para você seguir.
Basicamente o jogo conta com diversas variações desta mesma ideia, ocasionalmente jogando umas bolas curvas pra você ficar ligado. Um lance legal desse novo jogo é um modo mais profundo meio RPG chamado Beatspeel em que você usa magias rítmicas para enfrentar monstros. Mas não dá pra saber quão profundo ele realmente é.
Rhythm Heaven Groove no geral é simples e vale a pena pegar em promoção porque o preço é meio salgado, saindo por R$ 219,90 no Nintendo Switch, menos que lançamentos tradicionais, mas ainda caro.
Moonlight Peaks
SW2, SW, And, PC - 7 de julho
Um simpático simulador de vida para quem curte Animal Crossing e Stardew Valley, Moonlight Peaks da produtora Little Chicken tem uma temática gótica de criaturas noturnas, colocando os jogadores como um vampiro filho do Conde Drácula, convivendo com outras espécies e pregando o convívio com humanos.
Algo meio inesperado é que parte do seu trabalho como vampiro será plantar vegetais "místicos" como se fosse um Harvest Moon e usá-los para fazer poções. Além de decorar sua casa sombria como um Animal Crossing. Um detalhe legal é que você também pode se transformar em animais como morcego e gato. Há também um sistema de romance com 12 candidatos, incluindo lobisomens e bruxas.
Moonlight Peaks chega um pouco mais caro no Nintendo Switch 2 por R$ 159,99 e no Nintendo Switch 1 e PC sai por R$ 139,99. Não havia mencionado antes, mas o jogo sai também no Android, pelo mesmo preço do Switch 1 e PC.
DOOM: The Dark Ages - Revelations DLC
PS5, XBSX/S, PC - 7 de julho
O mais recente game de tiro da id Software (que Deus a tenha, após o banho de sangue da Microsoft), ganhou um pacote de expansão por DLC. Em Revelations o protagonista Slayer/Doomguy é lançado em um purgatório e precisa encarar verdades perturbadoras para escapar de sua própria mente, guiado por um aliado misterioso.
O gameplay recebe uma nova Lança-corrente com uns efeitos bem bacanas que permitem girar ao redor de inimigos usando a corrente e rapidamente mudar para o escudo para criar combos devastadores, com batalhas mais verticais.
Eu não sou super fã do estilo de gameplay de DOOM: The Dark Ages que envolve parry de projéteis com o escudo de uma forma que mais parece um jogo rítmico ou um Bullet Hell como Returnal ou Saros, mas a Lança-corrente é realmente maneira e parecem haver umas cenas bem bacanas em Flashbacks no DLC.
DOOM: The Dark Ages chega no PS5, Xbox Series X/S e PC (Steam, Battle.net) por R$ 349,90 e o DLC Revelations sai por volta de R$ 99,90 em cada plataforma. O jogo base também já está disponível no Xbox Game Pass Premium.
Para muitas pessoas Assassin's Creed 4: Black Flag foi um ponto marcante na série da Ubisoft. Logo após o término da "trilogia" original do Desmond foi o ponto em que elas se perguntaram se continuariam seguindo a série ou se a conclusão original foi suficiente.
Black Flag segue o pirata Edward Kenway que se finge de assassino para faturar uma boquinha e acaba envolvido na guerra eterna com os Templários, até que acaba se unindo de verdade à ordem. O gameplay foi atualizado tanto no parkour quanto combate, design de missões e stealth. Até hoje acho que é a melhor fantasia de pirata pra se viver (vai jogar o que, né? Captain Blood?).
Porém tomaram uma decisão bem estranha de remover todas as partes modernas do jogo. Para quem não sabe, Assassin's Creed se passa no mundo real em um tempo moderno e os personagens visitam memórias antigas em seu DNA. Acho que remover essas partes modernas podem deixar o jogo melhor, mas assassinam a ideia da série. Recomendo jogar o original antes do remake para ter uma experiência mais autêntica.
Assassin's Creed Black Flag Resynced chega para PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC pelo Steam, Epic Games Store e Ubisoft Store a partir de R$ 299,90. Melhor jogar nos consoles pra escapar do Ubisoft+/Uplay.
Um dos jogos que estou mais animado para jogar e ainda não pude porque custa os olhos da cara (na Summer Sale do Steam tá com 43% de desconto) é Digimon Story: Time Stranger. Ele é um RPG bem tradicional de Digimon do tipo coletar monstrinhos e botar eles pra brigar que já estava disponível no PS5, Xbox e PC, mas agora chegou também ao Nintendo Switch 2 e 1.
A história que é bem esquisita, quando um evento fora do comum lança o protagonista personalizado pelo jogador pra um passado onde ele poderá investigar o que causou o evento e impedi-lo. Alguns RPGs de Digimon têm um estilinho mais Persona, como a saga Cyber Sleuth, mas acho que esse tem uma identidade própria.
Digimon Story: Time Stranger está bem caro no PS5 por R$ 399, um pouco menos no Xbox por R$ 349, e no PC ainda caro por R$ 319,90 no Steam, mas ao menos no PC tem descontos grandes. As versões do Nintendo Switch 2 e 1 estão perto do Xbox por R$ 339,90. O jogo é bacana, mas vamos esperar promoção.
Palworld
PS5, XBSX/S, XB, PC - 10 de julho
Nosso querido Pokémon com armas finalmente vai ser lançado oficialmente, saindo do acesso antecipado e ganhando sua versão 1.0. Apesar de toda a rixa entre a Pocketpair e Nintendo, a verdade é que Palworld é muito mais parecido com Ark: Survival Evolved que Pokémon.
Você vai ralar pra caramba pra sobreviver e conseguir suas coisas e constantemente inimigos poderão tomar tudo de você. Ele é um jogo divertido, mas bem desequilibrado, então eu recomendo sim dar uma olhada, mas não com a ideia de encontrar um novo Pokémon.
Palworld está disponível no PS5 por R$ 159,90, no Xbox Series X/S por R$ 112,45 e no PC pelo Steam por R$ 88,99 (quando será que sai pro Switch?). Eu recomendo comprar no PC em acesso antecipado, para quem for assinantes do Xbox Game Pass Premium/Ultimate ou PC Game Pass, ele está disponível no serviço. Porém, se curtir, recomendo comprar, pois é o tipo de jogo que se investe horas e um dia pode sair do catálogo. Os desenvolvedores confirmaram que o preço não vai subir com a versão 1.0.
Denshattack!
PS5, XBSX/S, SW2, PC - 15 de julho
Um maravilhoso jogo absurdo do estúdio independente Undercoders, Denshattack! é uma espécie de jogo de corrida infinito misturado com Tony Hawk's Pro Skater em que dá pra fazer grind com um trem por um Japão distópico e isso já deveria ser o bastante dito.
Você vai enfrentar gangues rivais, uma megacorporação do mal e diversos trens personalizados inimigos enquanto corre por percursos repletos de trilhos, objetos para fazer grind, corridas pelas paredes e mais. Tudo com um estilo de visual de alto impacto inspirado por animes e trilha sonora pauleira, contando inclusive com o Tee Lopes que manda bem demais.
Claro, o perigo em jogos malucos é que eles não tenham substância por baixo do estilo, então vamos com calma. Denshattack! ainda não teve seu preço revelado na maioria das plataformas, exceto no Switch 2 onde vai custar R$ 59,99. Ele também vai estar no Game Pass Ultimate.
Culdcept Begins
SW2, SW, PC - 16 de julho
Uma série muuuuuuito pouco conhecida no ocidente, Culdcept é uma mistura de Banco Imobiliário/Monopoly com um jogo de cartas que vem sendo lançada no Japão desde os anos 90 no Sega Saturn. Jogadores assumem o papel de Kamur, um Cepter, uma pessoa capaz de usar cartas chamadas "Culds" para invocar monstros.
A jogabilidade é como um jogo de tabuleiro, você rola dados, cruza o mapa e assim como em Banco Imobiliário, quando para em uma casa, toma posse dela ao colocar um monstro e outros jogadores precisam pagar tributo ou lutar com os monstros.
A história se passa no continente de Bavrashka criado pelos deuses e envolve conflitos entre diferentes nações, com destaque para Kamur, parte da Academia Cept Real e que se torna parte do Regimento da Guarda Cepter Real.
Eu nunca joguei um jogo dessa franquia, as avaliações estão razoáveis, então se alguém arriscar depois nos conte se é bom. Culdcept Begins sai mais caro no Nintendo Switch 2 por R$ 300 e no Nintendo Switch 1 sai por R$ 250. Ele seria lançado também para PC na mesma data, mas foi adiado para o final do ano.
Avatar Legends: The Fighting Game
PS5, XBX/S, SW2, SW, PC - 23 de julho
Não, não aquele dos Smurfs. Aang e sua galera vai cair na porrada em Avatar Legends: The Fighting Game, um jogo de luta dos personagens da animação Avatar. Ele está sendo desenvolvido pela Gameplay Group International, mesmo pessoal que fez um fangame de luta de Meu Pequeno Pônei e depois o transformou em um título original chamado Them's Fightin' Herds.
O elenco vai incluir personagens como Aang, Korra, Katara, Toph, Sokka, Azula, Zuko, Kyoshi, Zaheer e Lord Ozai, cada qual com suas técnicas de dobra elemental, controlando fogo, vento, ar e terra. Há também duas variantes de Aang e Korra no "Modo Avatar" que nada mais é que contar o Goku e Vegeta Sayajin como personagens separados como Dragon Ball sempre faz.
Não sou especialista em jogos de luta como o chapa Bruno Magalhães, então eu não sei se o jogo vai ser bom ou relevante competitivamente em meio a tantos títulos como Invincible Vs, Marvel Tokon e outros mais antigos de maior peso. Ao menos ele vai ter Rollback Netcode, que é ideal para um competitivo online mais preciso.
Também vai haver um modo história com uma narrativa original que cobre várias eras, o que pode ser interessante para misturar Aang, Korra e Kyoshi, mas duvido que o suficiente pra valer o jogo todo. Eu achei o elenco meio magro, talvez seja melhor assim competitivamente, mas eu sou mal acostumado por Mortal Kombat Trilogy, Marvel vs. Capcom 2 e Super Smash Bros. Brawl.
Avatar Legends: The Fighting Game vai sair no PS5 por R$ 169,90, no Nintendo Switch 2 e Nintendo Switch por R$ 155 e no PC por R$ 88,99 e esta versão está barata o bastante pra valer a pena. Uma pequena atualização: a versão do Xbox Series X/S sofreu um atraso para 3 de setembro (e eu não sei por que pensei que o jogo não ia sair no Switch antes).
Uma doideira da Nintendo este mês é lançar um Splatoon focado em Single Player e com multiplayer cooperativo online sendo que é uma franquia que sempre foi conhecida pelo seu modo competitivo. Jogadores viram náufragos nas Spirhalite Islands e partem em busca de tesouro por diversas ilhas, enfrentando os Salmonids pelo caminho.
A mecânica de gameplay básica é um pouco repetitiva, mas também viciante, levando seu Squid Kid para diversas ilhas onde terá que enfrentar hordas de inimigos, resolver desafios de plataforma e mais. Ao derrotar inimigos você sobe de nível e ganha peças, podendo ficar mais poderoso. Os visuais são um pouco genéricos, no entanto.
Splatoon Raiders será lançado por um preço de R$ 279,90, abaixo do padrão, mas ainda um pouco caro para o que é. Parece que estão vendendo separadamente um modo Roguelite de um jogo completo de Splatoon.
Final Fantasy X/X-2 HD Remaster
SW2 - 23 de julho
Eu não sou um grande fã de Final Fantasy X, acho que a série perdeu bastante em sua transição do PlayStation One para o PS2, ficando mais linear e talvez um pouco pop demais, porém sei que é também o preferido de muita gente que teve contato com a série pela primeira vez no PlayStation 2 ou simplesmente gosta dessa vibe pop do jogo.
Agora jogadores podem curtir a história de Tidus e Yuna também no Nintendo Switch 2 com melhorias como modo acelerado, batalhas aleatórias desligadas e mais. A Square Enix não explicou o que vai ter de diferente na versão do Switch 2, presumimos que maior resolução e loadings mais rápidos.
Final Fantasy X/X-2 HD Remaster será lançado por R$ 284,90 e pelo menos dessa vez o lançamento chegará à Nintendo eShop brasileira, pois o do Nintendo Switch 1 não estava disponível, era preciso comprar a versão física em lojas ou mesmo importar em compras internacionais.
As versões do Nintendo Switch 2 e 1 não interagem, são produtos separados. Sem transferência de save ou ugprade para quem já tem os jogos no Switch 1, o que é vacilo da Square Enix. O jogo também está disponível em várias outras plataformas como PlayStation, Xbox e PC.
Forever Skies
XBSX/S - 27 de julho
Lembram de Forever Skies? Um jogo de sobrevivência da produtora Far From Home Inicialmente exclusivo do PlayStation 5 que chamou atenção desde seu anúncio e aparições em em eventos da Sony até o lançamento em acesso antecipado em 2023 e a versão 1.0 em abril de 2025.
Agora ele chega também ao Xbox Series X/S, mas mesmo para quem não tem o console vale a pena dar uma segunda olhada nas versões PS5 e PC pois o jogo mudou muito ao longo desses anos. Forever Skies coloca os jogadores em uma base flutuante em meio a uma Terra em ruínas infestada por uma nuvem tóxica, desafiando-os a coletar recursos em ruínas de arranha-céus e o conceito por si só já me prende.
Ao longo do jogo os materiais e plantas (blueprints) que você obtém podem ser usados para construir novos equipamentos para você e novos ambientes úteis para sua base, como locais para gerar comida. Enquanto isso também há muito para se descobrir o que aconteceu com a Terra por pistas no ambiente.
Os desenvolvedores de Forever Skies não se ajudaram muito lançando o jogo em um estado muito básico e só depois adicionando coisas essenciais como multiplayer cooperativo e inimigos, mas agora também o jogo tá pimpão e pode ter um ressurgimento com a chegada ao Xbox (se alguém ainda tiver um).
Nos consoles o jogo está consideravelmente mais caro, saindo por R$ 214,90 no PS5 (em promoção até o dia 29 por R$ 107,44) e no Xbox Series X/S por R$ 194,95. No PC o preço é mais de acordo por R$ 88,99, então esperem por uma promoção se precisar.
Halo: Campaign Evolved
PS5, XBX, PC - 28 de julho
É, Halo está de volta de novo com um novo remake. Mais vistoso com gráficos belíssimos, melhorias no gameplay e mais Master Chief contra os fanáticos religiosos alienígenas do Covenant. Halo é uma das maiores franquias de FPS de todos os tempos e o remake a melhora, sem esquecer ainda do modo cooperativo, que agora inclui suporte para 4 pessoas.
Se você nunca jogou Halo, eu recomendo dar um jeito de jogar o original que é uma experiência mais especial, depois o remake Halo: Combat Evolved Anniversary. O novo Halo: Campaign Evolved de 2026 é pra quem já está careca de tanto Halo, quem ainda está começando deve dar preferência aos mais antigos ao invés de um remake de um remake que já diluiu o caldo. Criticamos a Nintendo por refazer Star Fox tantas vezes, mas se Halo continuar assim vai se aproximar no retrovisor.
Halo: Campaign Evolved tá baratinho no PS5, Xbox Series X/S e PC pelo Steam por R$ 249,90, além de estar no Xbox Game Pass Ultimate e PC Game Pass. Jogadores de PlayStation que nunca jogaram a franquia, tá proibido começar por esse, vão atrás dos originais.
Truck-kun is Supporting Me from Another World?!
XBSX/S, PC - 29 de julho
Agora falando de um jogo doido exclusivo do Xbox, que provavelmente chegará a outras plataformas no futuro, temos aqui Truck-kun is Supporting Me from Another World?! do estúdio independente Strange Scaffold (El Paso Elsewhere e I Am Your Beast), um jogo pra lá de simpático no meu gênero favorito de animes: Isekai (aqueles em que a pessoa vai parar em outro mundo e tem um roteiro que deixa o cérebro liso como peito de frango)
A jogabilidade é toda no controle de um caminhão, o Truck-kun, atropelando tudo que vê pela frente para enviar como recursos para uma jovem chamada Carissa Ward que foi enviada para outro mundo após você atropelá-la. É um conceito bem bonitinho, mesmo que não seja muito profundo, então não espere uma aventura super épica.
Truck-kun is Supporting Me from Another World?! chega inicialmente só no Xbox Series X/S e PC, ainda sem preços revelados, disponível no Xbox Game Pass Ultimate e PC Game Pass. Tem uma demo grátis agora mesmo no Steam.
Blue Reflection Quartet
PS5, SW2, SW, PC - 30 de julho
Esta é uma coletânea da série Blue Reflection, uma série de RPGs muito legal da Koei Tecmo que é a favorita da minha amiga Sophie que jogo em live, mas que eu não sei falar tanto sobre e estou ansioso pra ter a oportunidade de jogar todos os games agrupados assim.
A personagem principal é uma bailarina chamada Hinako que após se machucar seriamente não pode mais dançar, mas em compensação vira uma espécie de garota mágica. Além de Hinako outras personagens também se destacam em outros títulos. O jogo tem batalhas de RPG em turnos e momentos de socialização e "encontros" com forte indicação de romances.
A coletânea inclui versões melhoradas e com extras dos jogos: Blue Reflection (console), Blue Reflection: Ray (anime), Blue Reflection: Sun (mobile) e Blue Reflection: Second Light (Console). Há também um banco de dados que explica tudo sobre a franquia.
Perguntas da galera
O que vai lançar em 2026 de jogos?
Depois de julho, claro que temos GTA 6 em novembro (se não adiarem de novo), tem uma cabeçada de jogo em setembro (todos fugindo de GTA 6) como o Wolverine do PS5 e o novo Onimusha, enquanto outros como Fable escorregaram pra 2027.
Os anos de 2022 e 2023 foram marcados pela maior aquisição da história da indústria de games, a compra da Activision Blizzard pela Microsoft, processo que durou por volta de 20 meses devido a toda a burocracia e preocupação de órgãos antimonopólio de todo o mundo. Pessoalmente eu fui muito contra esta aquisição por considerar um movimento anticompetitivo e com risco real de monopólio.
Agora essa batalha já é praticamente perdida, apenas falta uma última decisão do FTC, a Federação de Comércio dos Estados Unidos, a qual provavelmente não pretende desfazer a compra. A preocupação sobre monopólio da Microsoft já era grande antes pela compra da Zenimax/Bethesda (Doom / Fallout / Skyrim) e vários outros estúdios adquiridos pela empresa antes como Double Fine (Psychonauts), Compulsion (We Happy Few), Ninja Theory (Hellblade), Mojang Studios (Minecraft), Obsidian (Outer Worlds), Undead Labs (State of Decay) entre outras.
Observem que apesar de a Microsoft ter comprado uma grande quantidade de estúdios, o Xbox Series X/S ainda tem uma carência muito grande de projetos de larga escala e de qualidade. Enquanto o PlayStation 5 já lançou jogos como God of War Ragnarok, Spider-Man 2, Horizon Forbidden West, Returnal e recentemente Helldivers 2, a Microsoft tem tido muito pouca sorte com seus jogos, normalmente performando abaixo do esperado como Halo Infinite, Redfall e Starfield.
Algo que também é muito questionado é por que essa preocupação é só com a Microsoft. Afinal, Sony e Nintendo igualmente compram estúdios. É justamente sobre isso que iremos falar adiante, sobre qual a diferença na forma em que Sony e Nintendo compram estúdios em relação à Microsoft e como isso costumar se refletir em jogos melhores.
Em "O Dilema da Inovação" (The Innovator's Dilemma), nossa tradicional bíblia do Clayton M. Christensen, ele comenta sobre "Criação de capacidades através de aquisições", ou seja, como uma empresa maior pode ganhar novas capacidades/habilidades através da aquisição de empresas menores. Nas palavras dele, ao adquirir uma empresa é preciso se perguntar: "O que é que realmente criou o valor pelo qual eu tão caramente paguei?", em outras palavras, o que gera valor nessa empresa.
O trabalho que deu encontrar essa parte no livro...
Christensen divide o valor de empresas em dois pontos: "Recursos" e "Processos e Valores". "Recursos" são as pessoas, produtos (aqui inclua as franquias de games), tecnologia, posição de mercado, enquanto "Processos e Valores" seriam as formas únicas que uma empresa tem de trabalhar e tomar decisões que permitem a ela entender seus consumidores e conseguir os satisfazer.
Partindo desse ponto, vejamos o que acontece em muitos casos. Se o valor da empresa encontra-se nas pessoas que trabalham nela, ser comprada pode afetar como a empresa funciona a ponto das pessoas que geravam esse valor, decidirem sair da empresa. Alguns exemplos disso são vistos na Rare e na Tango Gameworks, que rapidamente perdeu talentos como Shinji Mikami e sua protégée Ikumi Nakamura.
O criador de Resident Evil sai da Capcom e cria seu próprio estúdio para fazer os jogos que quer, misturas de ação e terror. Produz a série The Evil Within e Ghostwire: Tokyo, que apesar de não serem sucessos de vendas, eram bons jogos. A Microsoft compra o estúdio e de repente diz que ele não pode mais fazer os jogos que quer e então obriga o estúdio a fazer algo alegre e colorido como Hi-Fi Rush, um jogo também divertidinho, mas nada a ver com a Tango Gameworks.
Ghostwire Tokyo não fez muito sucesso, mas é bem legalzinho
Obviamente isso resulta na saída de Mikami, ele não precisa disso, e de todas as pessoas que o seguiam por acreditar em sua visão ou porque queriam trabalhar em jogos de ação e terror. O que sobrou para a Microsoft após as pessoas partirem? Ela agora possui duas séries de terror: The Evil Within e Ghostwire: Tokyo, que não venderam tanto, e nem tem mais acesso às mentes que as criaram.
Eles possuem todo um estúdio de pessoas que trabalhavam em jogos de terror, agora frustradas, tendo que trabalhar em outro tipo de jogo. O estúdio que produzia valor agora provavelmente vale menos do que se a Microsoft simplesmente tivesse aberto um estúdio do zero para fazer Hi-Fi Rush. Não faz sentido comprar um estúdio para fazer isso, efetivamente destruindo toda sua cultura.
Quando uma empresa maior se apropria de uma menor, pode não ser de imediato, mas é quase certo que ela irá mudar os "Processos e Valores" porque subitamente a empresa menor precisa alcançar resultados diferentes dos que se propôs quando foi criada, como maiores margens de lucro ou suprir um gênero de jogo ou público em falta em um console. Os jogos de terror da Tango Gameworks não faziam sentido na estratégia maior da Microsoft. Da mesma forma a Arkane Lyon que era especializada em fazer jogos singleplayer foi arrastada para criar um jogo live service multiplayer com Redfall.
Redfall não precisava ter sido tão ruim, mas o foco estava todo nos lugares errados
A Bungie que era um ótimo estúdio perdeu lugar para 343 Industries em Halo, a Epic Games perdeu lugar para a The Coalition em Gears of War, a Lionhead Games foi fechada e quem está fazendo o novo Fable é a Playground Games. Em todos os casos os estúdios, as pessoas, os processos e os recursos, partem, ficando para trás apenas a franquia. Provavelmente a Microsoft acredita que as franquias são o que ela está obtendo de valor nessas aquisições. E eu acho que ela não poderia estar mais errada.
Cada vez que ela compra um estúdio ela destrói lentamente os processo que levaram à criação de seus jogos de sucesso e então ou não consegue voltar a criar jogos de sucesso, ou até os cria, mas com um custo igual ou superior ao que se tivesse criado um estúdio apenas para fazer aquele jogo, sem a desvantagem de ter destruído algo que já existia antes.
Devido às mudanças nos "Processos e Valores" os estúdios comprados pela Microsoft se tornam incapazes de fazer novos sucessos. Não se ouve mais falar da Double Fine após lançar Psychonauts 2, Hellblade 2: Senua's Saga está em produção e seguirá os mesmos processos e valores que levaram à criação do jogo anterior, mas provavelmente após ser lançado a Microsoft irá conversar com o estúdio para introduzir seus novos processos e valores: "O que você está fazendo é legal, mas aqui está o que precisamos que você faça agora", assim como fizeram com a Arkane Lyon após Deathloop.
É gritante a diferença de design entre o conciso Deathloop e a bagunça de Redfall
O verdadeiro valor dos estúdios está em seus recursos, as pessoas que fazem os jogos, elas são os verdadeiros gansos dos ovos de ouro gerando riqueza constantemente. Para isso o estúdio precisa de um equilíbrio extremamente difícil de alcançar, muitas vezes gerado por fatores aleatórios ou através de tentativa e erro através dos tempos. Qualquer mínima interação externa pode ser o bastante para acabar com esse equilíbrio.
Vemos muito isso na forma como a Nintendo interage com estúdios maiores em comparação com estúdios menores. A Nintendo força muito seus processos e valores a estúdios pequenos e constantemente os leva a sua destruição ou sucateamento, normalmente por pedir muitas alterações e mudanças nos projetos, aumentando o custo que para uma empresa pequena pode se tornar impraticável. Muitos estúdios pensam estar realizando um sonho ao trabalhar com a Nintendo, um ícone da indústria de jogos, e se metem em um pesadelo.
Alguns exemplos de empresas que foram tão prejudicadas pela Nintendo quando a Microsoft faz, foram alguns estúdios como a Rockstar (na época DMA Design), Silicon Knights (Eternal Darkness), Camelot (Golden Sun), Argonaut Games (Star Fox, Croc), Skip (Chibi Robo), Genious Sonority (Pokémon Colosseum), Kuju Entertainment (Battalion Wars), Vivarium (Odama), entre outras.
Uma das franquias mais criativas da Nintendo nos últimos anos desapareceu com a Skip
As empresas que não acabaram por completo se tornaram sombras de quem eram antes de trabalhar com a Nintendo. Estavam em ascensão com jogos cada vez maiores e mais ambiciosos e de repente começam uma queda para jogos mais simples ou títulos licenciados. Curiosamente ela não parece forçar tanto a barra quando trabalha com a Namco Bandai (Star Fox Assault), por exemplo, ou quando trabalhou com a Sega (F-Zero GX) ou Konami (Dance Dance Revolution: Mario Mix).
Apesar de haver muitos casos da Nintendo estragando companhias, há também casos em que ela as pega para criar e as endireitar com seus "Processos e Valores", como foi a Rare (Rareware), que saiu de uma empresa que trabalhava em jogos medíocres licenciados da LJN na época do Nintendo 8 Bits (NES) para uma potente desenvolvedora no Super Nintendo e Nintendo 64.
Eles também parecem se dar especialmente bem com a equipe da Namco Bandai que auxilia em jogos da Nintendo e fica com projetos como New Pokémon Snap e Pokkén Tournament. Há também casos em que ela parece ser neutra, como a Grezzo, onde a empresa não força seus "Processos e Valores", mas igualmente não ergue o estúdio para fora de sua mediocridade.
New Pokémon Snap é um jogo que valeu a tentativa, mas só me dá sono
Na Microsoft eu não consigo pensar em nenhum caso em que os "Processos e Valores" da empresa fizeram bem para qualquer estúdio que ela comprou. Isto que torna extremamente preocupante sempre que é anunciado que eles adquiriram uma nova empresa, pois provavelmente todo o seu valor será desmantelado em alguns anos. Ficam as franquias, perde-se tudo que as tornava fantásticas.
Quem parece lidar melhor com aquisições é a Sony e não sei dizer especificamente por qual razão, talvez por não ter filosofias tão fortes para forçar aos estúdios. É possível que internamente ela também acredite em dar liberdade pra seus estúdios, como parece acontecer em alguns casos, mas isso é apenas especulação.
É inegável a ascensão em qualidade nos jogos da Guerrilla Games (de Killzone para Horizon), Naughty Dog (de Crash Bandicoot para Uncharted e The Last of Us), Sucker Punch (de Infamous para Ghost of Tsushima), Insomniac Games (de Sunset Overdrive para Spider-Man), Housemarque (de Resogun para Returnal), entre outras.
É gritante o avanço de estúdios como a Housemarque com Returnal
Recentemente essa afirmação sobre a Sony também tem um asterisco pois a empresa teve um surto, junto com outras da indústria de games, de transformar várias franquias em "Jogos como serviço" e botou vários estúdios para fazer jogos multiplayer, até a Naughty Dog e a Sucker Punch, para fazer um multiplayer de The Last of Us e Spider-Man, hoje cancelados. Mas vamos ignorar essa parte mais recente da história.
A seguir vamos pensar quando realmente vale a pena comprar um estúdio. Primeiro, é preciso já ter algum tipo de relação com o estúdio, para que a tomada não seja considerada hostil. Em vários casos a Sony e a Nintendo realizam projetos em parceria com as empresas e começam a se familiarizar com elas antes de uma aquisição. Quando os "Processos e Valores" naturalmente se alinham, é possível que elas sejam absorvidas sem perdas de recursos como pessoal.
Não fazia sentido por exemplo a Nintendo querer fazer projetos simples com a Silicon Knights (remake de Metal Gear Solid), Camelot (Mario Tennis e Mario Golf) ou Rare (na época do Nintendo 64) que queriam realizar projetos ambiciosos. Os talentos desses estúdios provavelmente ficavam frustrados querendo fazer grandes projetos, mas obrigados a trabalhar apenas no que a Nintendo aprovava, até saírem ou perderem produtividade. Algo semelhante aconteceu na Retro Studios que constantemente tinha suas ideias de projetos abatidas pela Nintendo e hoje já faz 10 anos desde seu último jogo original lançado.
A Camelot era bastante ambiciosa antigamente e hoje só faz jogos de esporte do Mario
Um dos motivos que as empresas não fazem isso é que criar este elo demanda dedicação e tempo. Pense num paralelo com a primeira fase do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), lentamente construindo um universo com filmes do Homem de Ferro, Capitão América, Thor, para culminar em Vingadores. O que a maioria das empresas, como a Microsoft, faz é o que a DC Comics fez na época com o DCU (Universo Cinematográfico da DC), correndo e tomando atalhos como Batman vs. Superman para chegar logo à Liga da Justiça, sem fazer o trabalho de base.
Algumas pessoas poderiam pensar, por que a Microsoft compraria estúdios para destruir seu valor? Não faria sentido. Porém a Warner Bros. não tinha também a intenção de destruir seus filmes, mas seus "Processos e Valores", que provavelmente funcionam para a empresa como um todo, forçaram decisões que não funcionavam para aquele nicho de filmes. As grandes empresas são como gigantes desajeitados que às vezes não conseguem fazer nada, mesmo que bem intencionado, sem destruir por onde passam.
Outro ponto extremamente necessário para que os estúdios prosperem é dar um nível de liberdade para eles. A Microsoft apenas dá essa liberdade no início quando compra os estúdios, enquanto a Nintendo nunca dá. Nos últimos anos o canal Did You Know Gaming desenterrou vários dos projetos que a Retro Studios sugeria para a Nintendo e nunca eram desenvolvidos como Adept, Raven Blade, Thunder Rally, The Blob Game, Metaforce, Heroes of Hyrule, "Metroid Prime 1.5", Project X (com Sheik), Metroid Tactics, Star Fox Armada e mais. A Retro Studios teve tantas demissões que de 200 pessoas trabalhando lá passou a ter 50, logo, a maior parte de seus "Recursos" foram perdidos.
Um dos motivos que parece ajudar a Sony é que ela não adquire muitas empresas e parece dar um bom apoio para que elas experimentem com coisas diferentes, fornecendo liberdade, financiamento e outsourcing de trabalho para estúdios menores e especializados. A maioria dos estúdios provavelmente estava crescendo ao invés de diminuir, ao menos até essa recente onda de cortes de pessoal em 2024, muito por reflexo da pandemia e investimentos errados em jogos como serviço.
A terceira opção além de nutrir um elo com a empresa e dar liberdade é reconhecer suas capacidades únicas como um estúdio menor. Quando falamos de disrupção, trata-se de um processo sempre que vem de baixo para cima. A Nintendo nunca conseguiria criar um Minecraft porque seu interesse está em trabalhar com suas próprias franquias de sucesso. Minecraft só pode ser criado por uma pessoa buscando criar algo diferente para se destacar no mercado. Porém, nada impediria que a Nintendo fosse dona de uma empresa pequena que criasse Minecraft.
Desde que a grande companhia não force seus "Processos e Valores" em uma empresa pequena, ela pode permanecer hábil com a capacidade de fazer coisas que a empresa grande não é capaz de fazer, inclusive gestar uma disrupção dentro de seu próprio quintal. Um dos fatores que gera a disrupção é que as empresas ficam cegas apenas para as ideias que têm potencial de maior retorno, não se abrindo para pequenas ideias que podem dar retornos satisfatórios e, principalmente, que podem surpreender.
Por não ser um projeto de grande porte, ficamos sem Zangeki no Reginleiv no Wii no ocidente
Eu sou um grande defensor que Nintendo, Sony e Microsoft deveriam ter um selo de jogos menores liderado por uma empresa secundária com liberdade para tomar decisões e desenvolver seus próprios pequenos projetos. Uma empresa para desenvolver jogos originais, projetos bizarros, títulos de nicho, que não fariam sentido para as gigantes corporações.
Como o vencedor do Oscar de 2024 de Melhor Roteiro Adaptado, o escritor Cord Jefferson de "Ficção Americana", comentou em seu discurso: "Ao invés de fazer um filme de 200 milhões, tentem fazer 20 filmes de 10 milhões". Algo que vale também para jogos. É muito mais fácil ter crescimento através de vários projetos do que apostar tudo em grandes passos que custam milhões e anos de desenvolvimento.
Um estúdio desses na Nintendo já poderia ter nos trazido Mother 3 há muitos anos, traduzir jogos antigos que a Nintendo nunca lançou nos Estados Unidos, talvez até remasterizados ou remakes. Na Sony poderíamos ter o retorno de personagens como Parappa e Tomba e na Microsoft talvez finalmente um novo Banjo-Kazooie de qualidade.
A Nintendo já deveria ter lançado Mother 3 há muito tempo. Se um dia lançar, não merece aplausos.
Ao se retirar a obrigação desses jogos de serem projetos gigantes com uma lucratividade extremamente alta, se permite que eles ganhem em qualidade, que as empresas diversifiquem seus portfólios, que possam suprir nichos abandonados e talvez atingir bolsões de usuários desconhecidos. Como Christensen fala, não é possível medir um mercado que não existe, ninguém olharia para Minecraft antes e diria: "este é um mercado de bilhões de dólares".
Em resumo, só vale a pena comprar um estúdio se você estiver disposto a respeitar seus "Processos e Valores" para manter seus "Recursos" como pessoal. Ao adquiri-los apenas pelas franquias, sem pensar nas pessoas que as tornaram fantásticas, destrói-se todo o valor que o estúdio possuía.